Saiba como evitar lesão vacinal e abcesso

Mesmo que as vacinas não sejam capazes de proteger todos os indivíduos, ao considerarmos o rebanho imunizado, a vacinação gera o que conhecemos como “imunidade de rebanho”, que significa, se a maioria dos animais está protegida pela vacinação, a circulação do agente causador da doença naquela população diminui e o risco de infecção.

Este fenômeno é tão importante que algumas doenças, como a varíola humana e a peste bovina, já foram erradicadas em todo mundo.

Para outras doenças, tais como a febre aftosa, mesmo não havendo erradicação mundial a condição de área livre da doença pode ser atingida com o uso sistemático da vacinação.

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/14333015/artigo-a-vacinacao-de-bovinos-e-o-potencial-de-protecao-dos-animais

 

Vários fatores devem ser observados para que a eficiência da proteção (imunização) desencadeada pela aplicação da vacina não seja prejudicada. Esses fatores podem estar relacionados ao transporte, conservação, manuseio das vacinas e execução da vacinação.

 

Várias publicações demonstram que trabalhar com calma evita que os animais se virem, caiam ou se machuquem dentro do tronco.

 

Além de melhorar a resposta à vacinação, o manejo adequado evita prejuízos como abortos e traumatismos. Finalmente, os animais não devem permanecer presos por um período muito longo e, após a vacinação, deve ser disponibilizado acesso à água e ao alimento.

 

Recomendações importantes:

1- Primeiro sempre leia atenciosamente a bula e siga as orientações do seu Médico Veterinário. Sempre esterilizar os materiais em água fervente, por 15 minutos;

   

 

2- Acondicionar em caixas limpas de plástico ou aço inoxidável (um fogareiro e um recipiente de metal com água limpa são os itens necessários). Mantenha suas mãos limpas e higienizadas e não se esqueça do EPI (equipamento de proteção individual)

   

 

3- Trocar de agulha a cada dez animais, substituindo por outra já esterilizada e pronta para o uso;

4- Descartar agulhas em recipiente apropriado em local identificado como contaminado ou ser esterilizada rapidamente;

Descartar agulhas com deformações (tortas), enferrujadas, ou com perda de corte

5- Separar uma agulha exclusivamente para a retirada da vacina do frasco, para evitar a contaminação de todo conteúdo do frasco;

6- As pistolas devem ser calibradas com frequência para garantir que o volume correto da vacina esteja sendo aplicado nos animais;

7- A contenção deve, preferencialmente, ser realizada com o animal preso com auxílio de uma pescoceira que deixe em evidência a região ideal para a aplicação da vacina.

8- Nunca utilize desinfetantes nas seringas e agulhas durante o uso, pois eles podem inativar vacinas vivas. Lembre-se que o local de aplicação indicado na figura 1 deve estar limpo e livre de bactérias.

 

 

9- Vacina e qualquer outro produto injetável tem a finalidade de beneficiar o animal. Procedimentos que não utilizam as técnicas citadas podem causar lesões, abcessos, inativar o medicamento e causar muita dor e sofrimento no animal, o que não é aceito nas Boas Práticas Agropecuárias.

10- A região da tábua do pescoço (seta indicativa na figura 1) é o local correto de aplicação para evitar hematomas e abcessos em regiões de carnes nobres.

Após o abate do animal, as regiões musculares com lesões (abcessos) são descartadas pelo frigorífico acarretando prejuízos econômicos ao produtor rural.

Lesões e abcessos conforme figura 2, podem causar a perda de até 1,3 kg por cabeça e causar enorme prejuízo para o produtor e indústria frigorífica.

 

figura 1

Figura 2 : comprerural.com

Estimativas elevadas de prejuízo serve de alerta para o produtor sempre ter um profissional Médico Veterinário especialista.

 

Autor: Rodrigo Zaghini

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